Kiara Mia nasceu Deanne Munoz em Los Angeles, a 20 de maio de 1976, numa família latino-americana rigorosa. Descreveu uma educação disciplinada e religiosa e a certeza precoce de que queria estar à frente de uma câmara. As expectativas familiares eram tradicionais, e a representação foi a sua forma de sair delas.
A ambição chegou cedo. Queria ser atriz ou modelo, e a mãe inscreveu-a em aulas de representação aos catorze anos. Continuou até aos vinte e poucos, conseguiu um agente de publicidade e outro teatral, e trabalhou a técnica em vez de esperar que a descobrissem. Foram centenas de audições.
Os créditos mainstream são reais mas dispersos: anúncios para a Dodge e a PBS, videoclipes para Baby Bash, Frankie J e Lil Rob, e um papel em Harsh Times, a primeira longa-metragem de David Ayer como realizador, protagonizada por Christian Bale e Eva Longoria. Descreveu aquela passadeira vermelha como um ponto alto. Um papel prometido no filme seguinte de Ayer caiu no último momento, e a desilusão levou-a a repensar o caminho.
Entrou no cinema adulto em 2011, aos trinta e cinco anos. As primeiras cenas foram a solo e entre raparigas, uma entrada mais suave do que o trabalho com homens que se seguiu em 2012. Os estúdios que a contrataram eram empresas adultas consolidadas: Evil Angel, Wicked Pictures, Elegant Angel, Zero Tolerance, Diabolic Video e Bang Productions, entre outras. O atrativo era em parte financeiro e em parte prático: uma forma de ganhar a vida à frente de uma câmara depois de anos de quase lá chegar.
O reconhecimento da indústria chegou em 2015, com uma nomeação aos AVN para Artista MILF/Cougar do Ano. A categoria assentava na carreira: tinha entrado numa idade em que muitas artistas já se retiram, e o trabalho assumiu isso em vez de o esconder. Disse que esperava fazer cinema adulto quatro ou cinco anos e sair; o percurso durou muito mais.
Hoje a carreira abrange o cinema, o seu próprio site e uma grande comunidade nas redes sociais, com milhões de seguidores no Instagram e presença nas plataformas de subscrição. Continua ativa e descreve-se tanto como empresária como artista: a marca, o site e o público fazem parte do mesmo projeto que começou com uma rapariga de Los Angeles que queria ser vista.